O conformismo da vida corriqueira que impede o homem de ler
o jornal diário por inteiro, é o mesmo causador de filas em salas psiquiátricas
e avanço no faturamento das empresas de medicamentos. O homem respira, mas não
tem tempo de suspirar. Este tempo foi
roubado. Por quem? Por quê? Tampouco importa. Tempo não volta. Acho louvável
quem não se conforma, pois hoje, todo modo de sobrevivência e exploração do
tempo é aceito pela sociedade sem militância, mas, lutar com quem? De quem é a
culpa? É minha? É sua? É do trabalho? É da busca incansável pela melhoria de
vida? É da exigência por conhecimentos? Dinheiro? Ofertas? Não importa. Tempo
não volta. O tempo de prosa com café já não existe, tudo é expresso. Rápido.
Fácil. Tudo é “Fast food”, inclusive a vida. Ela (a vida) passa tão rápido, que
quando se vê, toda grandeza que o mundo promete através da exploração do seu
tempo é perdido e o seu suspirar com "o simples" e que de fato importa, é roubado.
Tempo não volta. Não vejo fins lucrativos em fechar o olho para o essencial,
portanto, quero sentar na sombra de uma jabuticabeira, comer de seus frutos e
ver o sol se pôr. Esta atitude pode ser simples, mas é meu grito de
independência do tempo, ele é meu, e não quero me conformar e depender de calmantes pra dormir.
Helen Ariane.
Um comentário:
"Não importa. Tempo não volta!"
Muito cheio de verdade tudo isso que você escreveu, as cenas cotidianas que você descreveu ocorrem bem assim mesmo. Somos engolidos pelas nossas tarefas e o tempo - vai-se - o que é uma pena claro, vivemos tanto e tão pouco.
Um beijo - gosto muito daqui, mesmo que me falte tempo pra tanto dedicar em ler...
Postar um comentário